
Se você já viu um filme do Rocky, com certeza se lembra da cena: ele correndo pelas ruas da Filadélfia, subindo os 72 degraus do Museu de Arte, e lá no alto, braços erguidos, vitória no peito. Ícone. E é por isso que, até hoje, turistas do mundo inteiro repetem o ritual. Mas tem um detalhe curioso que muita gente não sabe: a estátua do Rocky Balboa não está no topo da escadaria. Está lá embaixo, bem na base direita dos degraus.
E isso, por incrível que pareça, tem tudo a ver com o Flamengo, que estreia nesta segunda-feira contra o Espérance de Tunis, pelo Mundial de Clubes da FIFA. Porque, assim como a estátua, o Mengão ainda está na base. Mas de olho lá no alto.
Rocky não existiu, mas virou verdade. E o Flamengo com isso?
A estátua de Rocky, criada para o filme Rocky III, foi deixada no topo dos degraus por um tempo, mas depois foi movida. Críticos diziam que “cinema não é arte” — olha a treta — e ela acabou sendo colocada no térreo. Lá está até hoje: não no ponto mais alto, mas ainda como símbolo máximo de superação e garra.

E se isso não é a cara do Flamengo, a gente nem sabe mais o que é. O Rubro-Negro chega ao Mundial com todo o peso da tradição nas costas e a expectativa de milhões. Ainda não está no topo, mas a caminhada já começou. E, como Rocky, o Fla adora um cenário em que precisa provar valor.
O Espérance no caminho? Que venha!
O adversário da estreia, o Espérance da Tunísia, não é bobo nem ingênuo. Chega ao torneio embalado, com a moral lá no alto e com Youcef Belaïli afiado, pronto pra bagunçar qualquer defesa. É o típico duelo que começa equilibrado, mas pode se tornar histórico — pra um lado ou pro outro.
Mas o Flamengo sabe lidar com pressão. E sabe que, pra chegar ao topo, tem que subir degrau por degrau, com concentração, disciplina e um pouquinho daquele drama rubro-negro que ninguém entende, mas todo mundo sente.
A metáfora perfeita
Rocky tá lá embaixo, olhando pra escada, todo dia. A estátua, na base, é quase um convite: “vem, sobe, tenta também”. E o Flamengo está exatamente aí — encarando os degraus, com um elenco forte, um técnico qu só sobe deraus, e uma torcida que, se pudesse, subiria cada degrau junto, no grito.

Se vai ter sangue, suor e emoção? Com certeza. Se vai ser fácil? Nunca é. Mas se tem um time que sabe lutar até o fim, esse time veste vermelho e preto.
Então hoje é dia de Mundial. De estreia. De desafio. E quem sabe, lá no fim da caminhada, o Flamengo também não levanta os braços e grita, como o Rocky:
“Adriiiiaaaaan! Digo... Naaçããão!”
Pode subir, Mengão. A estátua já tá lá embaixo. O topo é com você.