Fala a verdade: todo mundo gosta de saber uma notícia cobre o futuro. Todos os anos os ciganos, sentitivos de plantão e pais e mães de santo aparecem na mídia causando e trazendo uma dose extra de esperança para o ano que vai iniciar. No futebol não é diferente... Já tivemos a fase de grupos com suas previsões, mas agora, dos 32 times, metade já voltou para casa e agora os supercomputadores atacam de novo, com sua bola de cristal cibernética!Com o fim da fase regular do torneio, nada foi muito diferente do que o esperado: e foi daquele jeito: bola rolando, rede balançando e estatísticas aparecendo pra todo lado. Foram 48 jogos e 144 gols marcados. E, olha, o Bayern de Munique ajudou bastante nessa conta, com aqueles 10 a 0 sobre o Auckland City que mais pareceu treino de finalização do que jogo oficial.

Como já era esperado, os clubes europeus se saíram bem. Entre os 12 representantes da UEFA que começaram a fase de grupos, só três ficaram pelo caminho: Porto, Atlético de Madrid e o Red Bull Salzburg, que não conseguiram segurar o tranco. No geral, o desempenho europeu foi consistente, com a melhor taxa de vitórias (61,1%) e a maior pontuação média por jogo (2,03).
Mas calma, que a festa não foi só dos europeus. Os clubes sul-americanos também mostraram que não viajaram pros Estados Unidos a passeio. Grande parte desse sucesso se deve, claro, ao desempenho sólido dos brasileiros. Todos os quatro — Palmeiras, Botafogo, Fluminense e Flamengo — garantiram vaga nas oitavas de final. Aliás, com o chaveamento já definido, pelo menos um deles estará nas quartas.
Se para os sul-americanos o saldo foi positivo, o mesmo não se pode dizer das equipes africanas. Nenhuma das quatro conseguiu avançar para a fase eliminatória. Já na Ásia, o Al-Hilal salvou a honra do continente e segue vivo na competição, como o único representante asiático nas oitavas.
Agora que o mata-mata está definido, a pergunta é: quem é favorito pra levantar o caneco no dia 13 de julho? Bem, segundo o supercomputador da Opta, o favoritismo segue praticamente o mesmo desde o início do torneio — com algumas pequenas atualizações, claro.
O Paris Saint-Germain segue no topo da lista de candidatos ao título. Campeão da Ligue 1 e da Liga dos Campeões da UEFA, o PSG já era o grande favorito antes da bola rolar, com 18,5% de chance de levar o troféu. Depois da fase de grupos, esse número subiu para 20,6%, o que mostra que o computador ficou ainda mais confiante no time francês.
O PSG terminou o Grupo B na liderança, mesmo tendo perdido para o Botafogo na segunda rodada — um resultado que fez muito brasileiro sorrir. Mas as vitórias contundentes sobre o Atlético de Madrid e o Seattle Sounders colocaram as coisas no eixo e garantiram a primeira colocação no grupo, além da confiança renovada dos algoritmos.
Falando em favoritismo, o único time com 100% de aproveitamento até aqui, o Manchester City, aparece logo atrás do PSG. Os ingleses tinham 17,8% de chances antes do torneio e agora estão com 20,4%, segundo a Opta. A Internazionale, finalista da última Liga dos Campeões, completa o top 3 dos favoritos, com 12,4% de chances.
O Real Madrid, sempre ele, também segue vivo, mas em um momento de transição. Depois de uma temporada complicada em 2024-25, o time agora tem Xabi Alonso no comando técnico. E mesmo invicto na fase de grupos e crescendo na competição, os merengues têm um caminho espinhoso pela frente, começando pelas oitavas contra a Juventus.
O supercomputador da Opta, realista como sempre, coloca o Real Madrid com apenas 9,7% de chances de ser campeão. Na frente dos espanhóis, aparecem o Chelsea (10,4%) e o Bayern de Munique (11,3%), que, diga-se de passagem, já deixaram sua marca no torneio com aquela sonora goleada.
E os brasileiros? Bom, aí o supercomputador jogou um balde de água fria na empolgação. Apesar das boas campanhas na fase de grupos, os números não são muito animadores. O Palmeiras é o brasileiro com maior probabilidade de título, mas com modestos 0,9%. Flamengo aparece com 0,5%, Botafogo com 0,4% e o Fluminense, com 0,1% — o que basicamente quer dizer que o Flu, segundo as máquinas, precisa de um milagre digno do "gol de barriga" versão internacional.
Mas futebol é futebol. E se tem uma coisa que essa Copa do Mundo de Clubes já mostrou é que a bola do mundial não respeita muito a bola de cristal (liquido?) dos supercomputadores. Então, enquanto as estatísticas fazem contas, os torcedores seguem sonhando e brucando previsões — porque no futebol, todo mundo sabe, nada é impossível…
