Em março de 2011, depois da demissão de Joel Santana, o Botafogo começou a vasculhar o mercado em busca de um novo treinador. Vários nomes foram colocados na mesa. Diego Simeone era um deles.
Na época, o argentino havia acabado de salvar o Catania do rebaixamento no futebol italiano - estava a cumprir o primeiro desafio como técnico na Europa, tendo antes trabalhado na Argentina: Racing, Estudiantes, River Plate e San Lorenzo.
Sidnei Loureiro, então dirigente da base do Glorioso, foi o responsável por sugerir a contratação de Simeone. Anos antes, entre 2003 e 2008, eles haviam feito juntos na Espanha o curso da Uefa (nível 1, 2 e 3).
"Naquela turma, eu era o único brasileiro, ele era o único argentino. O Simeone ainda jogava pelo Atlético de Madrid, mas já estava se preparando para ser treinador. Tínhamos uma certa relação, não havia WhatsApp, então era uma espécie de grupo de respostas de e-mail", recordou Loureiro, em 2023, em entrevista ao podcast Resenha com TF.
"Mesmo trabalhando na base, eu participava nas reuniões do time profissional do Botafogo. Todo mundo riu quando indiquei o nome dele. Todo mundo riu da minha cara, é verdade. Ele viria fácil, até porque o dólar e o euro estavam equiparados. Ninguém quis, ninguém me ouviu, decidi não me meter mais", completou.
Com Simeone descartado, o Botafogo optou pela chegada de Caio Júnior, que acabou por dirigir o time carioca em apenas 38 jogos. Foi demitido em setembro do mesmo ano.
Adversário do Botafogo na terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, nesta segunda-feira, às 16h (horário de Brasília), Diego Simeone, vale lembrar, é o treinador presente na competição nos Estados Unidos com mais tempo de trabalho na mesma equipe: desde dezembro de 2011 no Atlético de Madrid.