Octávio Pudivitr, luso-moçambicano vai defrontar o ucraniano Daniel Lapin para o título mundial WBA Continental.
A luta vai acontecer num dos maiores palcos do mundo, em Riade, na Arábia Saudita, na mesma noite em que Fury e Usyk se defrontam também.
Em entrevista exclusiva à DAZN conduzida pelo jornalista Pedro Afonso, o pugilista português deixou um convite aos jogadores portugueses e treinadores portugueses na Arábia Saudita para assistirem ao combate, em especial a Cristiano Ronaldo.
Instagram
Nós temos lá muitos portugueses como Rúben Neves, Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus, entre outros que também são brasileiros, mas estiveram aqui. Eu acho que esse carinho sempre é importante para a gente sentir um apoio do Cristiano Ronaldo, do Jorge Jesus ou de qualquer outro que seja português. É muito importante e eu acho que isso ainda galvaniza um pouco mais. Dá-nos aquela moral extra. Eu acho que o Cristiano Ronaldo vai estar. Agora, quanto ao resto do pessoal não sei. Mas eu não me importava nada e era muito gratificante para mim, porque eu sou muito fã do Cristiano Ronaldo, se ele viesse dar um apoio extra.
Não. A pressão já está lá. Não há nada para mudar.
Eu acho que o maior peso que eu tenho não é a luta em si, não é o palco em si, mas é o que eu represento. Eu represento Portugal. Eu represento Moçambique. Eu represento os meus amigos, a minha família. Eu represento o Sporting, que é o meu clube. Eu represento a Kingzilla, que é a minha equipa que me criou lá do Porto. Eu represento jovens com muitos sonhos. Tenho recebido muitas mensagens. Eu motivo, sinto que motivo muita gente. Então, eu sinto que tenho a responsabilidade, não de vencer, porque isso é algo que pode dar para um lado ou pode dar para o outro, mas sinto a responsabilidade de carregar várias bandeiras, digamos assim. E esse, para mim, é um peso grande e muito motivador.
Já tenho falado disso com os meus amigos. Estamos a falar de um título da WBA, um título na Arábia Saudita, em Riade. Milhões de pessoas, milhões de patrocinadores. Eu acho que esta luta pode mudar realmente a minha vida e pode mudar o boxe nacional também. A questão da visão, como os olhos de fora veem o boxe nacional, isso também é importante, não só para mim, para o Otávio, para os atletas que vêm aí, das outras gerações. Temos aqui atletas com excelentes qualidades em Portugal e acho que essa luta seria muito importante para mim e para o boxe nacional.