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A Premier League bate um novo recorde de transferências e eclipsa o resto da Europa

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Não há liga no mundo que gaste mais do que a Premier League. Esta tem sido a tendência comum nas últimas temporadas e vai continuar a ser. Contratos televisivos com a liga, patrocínios de clubes, proprietários multimilionários e as regras mais brandas da Premier League são alguns dos fatores que levam os principais jogadores a quererem transferir-se para Inglaterra.

A janela de transferências de verão de 2025 fechou com uma mensagem inequívoca: os clubes da Premier League atingiram um recorde histórico de mais 3 mil milhões de euros em gasto bruto, o primeiro verão a ultrapassar essa fasquia desde que há registos modernos.

Em termos relativos, a liga inglesa foi responsável por 51% de todo o gasto das “big five” (Premier, LaLiga, Serie A, Bundesliga e Ligue 1).

O que está por trás do boom inglês

Alexander Isak Liverpool 2025Liverpool FC

A explicação começa no lado das receitas. A arrancada do novo ciclo de direitos televisivos domésticos (com mais jogos transmitidos) e a presença inédita de seis clubes ingleses com receitas da UEFA Champions League reforçaram a liquidez da liga. Como resumiu a Deloitte, trata‑se de um campeonato altamente competitivo onde “o apetite por investimento” se mantém apesar de um contexto regulatório exigente.

A última hora do mercado ajuda a contar esta história: a ida de Alexander Isak para o Liverpool por quase 150 milhões fechou um verão de grande escala. 

Enquanto a Premier somou 1,4 mil milhões de euros de saldo líquido negativo (compra menos vendas), Serie A e LaLiga ficaram perto do equilíbrio (net spend de ~€90 M e ~€40 M, respetivamente), e Bundesliga e Ligue 1 venderam mais do que compraram (saldos positivos de ~€180 M e ~€305 M). Em suma, Inglaterra compra; boa parte do continente vende. 

Vários clubes ingleses passaram a casa dos 200 milhões de euros de investimento bruto num único verão, com um, o Liverpool, a superar os 400 milhões de euros, números incomuns no resto da Europa.