
A Argentina venceu a Suíça por 3-1, após prolongamento, e avançou para as meias-finais do Mundial 2026.
A defesa do título tem sido marcada por polémicas: adeptos e até outras seleções acusam a albiceleste de favorecimento, tanto dentro de campo como nas decisões da FIFA.
Pierluigi Collina, chefe do Comité de Arbitragem da FIFA, rejeita qualquer influência externa. Ainda assim, o português João Pinheiro esteve sob forte escrutínio no Argentina x Suíça.
As suspeitas não são novas. No Qatar 2022, vários lances alimentaram a ideia de favorecimento à Argentina. Três anos e meio depois, a discussão regressa com força.
Antes do torneio, tornou‑se pública uma regra informal. Desde os anos 1980 que a FIFA evita nomear árbitros ingleses para jogos da Argentina, devido à sensibilidade política da Guerra das Malvinas. Assim, Michael Oliver e Anthony Taylor estão automaticamente afastados de qualquer jogo da albiceleste, incluindo uma eventual final.
(C)Getty Images
Na estreia frente à Argélia, Messi pisou o gémeo de Aissa Mandi após o 1-0. Szymon Marciniak assinalou falta, mas não mostrou cartão nem foi chamado pelo VAR. Lances semelhantes já resultaram em expulsões noutros jogos, reacendendo a perceção de tratamento diferenciado ao capitão argentino.
O Argentina x Cabo Verde teve uma arbitragem consensual. O drama esteve, por isso, na tribuna, onde Gianni Infantino foi filmado com sorrisos largos nos golos da Argentina e expressões fechadas nos tentos cabo-verdianos. No final da partida, o presidente da FIFA admitiu ter “sofrido” com a vitória argentina… antes de mudar de assunto de forma abrupta.
Getty Images
Zico fez o 2-0 para o Egito, num jogo em que a Argentina estava a ser dominada. O VAR anulou o lance por falta sobre Lisandro Martínez. O contacto existe, mas permanece a dúvida sobre se foi suficiente para alterar o desfecho da jogada.
Com o jogo empatado, Salah caiu na área após contacto com Julián Álvarez. O árbitro deixou seguir e, no contra‑ataque, Enzo Fernández marcou para a Argentina. O lance não foi revisto, gerando forte revolta egípcia.
O banco egípcio já estava em ebulição quando Hossam Hassan fez o gesto em “X”, que ativa o protocolo anti‑racismo da FIFA. François Letexier, curiosamente o mesmo árbitro do Benfica x Real Madrid da Champions League, ignorou o sinal e mostrou amarelo ao treinador. Zico reforçou as críticas, afirmando que “o Mundial está feito para eles ganharem”.
O jogo com a Suíça estava empatado quando Paredes viu amarelo, apesar de nem ter tocado em Embolo. O VAR corrigiu o árbitro por erro de identificação e o avançado suíço, que já tinha um cartão, acabou expulso por simulação. A decisão gerou debate, porque nem todos os especialistas concordam que o lance justificava intervenção do VAR.
Não existe qualquer indício oficial de favorecimento à Argentina no Mundial 2026. A FIFA continua a negar qualquer influência sobre a arbitragem, cujas polémicas já ultrapassam a albiceleste, enquanto os adeptos mantêm as críticas.
Ainda assim, a sucessão de lances controversos alimenta dúvidas sobre a integridade da arbitragem. Cabe agora às próximas equipas de arbitragem presentes no torneio restaurar credibilidade com exibições de alto nível, garantindo o espetáculo com justiça nas decisões.



