
A primeira jornada do Mundial 2026 chegou ao fim. Após todas as seleções já terem jogado nos relvados de México, Estados Unidos e Canadá, é tempo de balanços. Estas foram as equipas que mais surpreenderam e as que mais ficaram aquém.
Omar Vega/USSF/Getty ImagesA intensidade sempre foi marca da USMNT, mas jogar em casa trouxe uma eficácia que faltou noutros torneios. O 4-1 ao Paraguai, com quem repartia favoritismo, mostrou uma equipa madura e, por isso, capaz de ambicionar o melhor resultado da sua história recente.
Num Mundial desafiante para as seleções europeias, a equipa de Gyokeres e Isak atropelou a Tunísia e mostrou que está completamente transformada após a fraca qualificação.
Ganhar 3-0 à Argélia não surpreende, mas a exibição avassaladora e o hat-trick de Lionel Messi mostram uma continuidade da qualidade e atitude do último Mundial, permitindo sonhar com a revalidação do título.
De regresso aos Mundiais após duas décadas, os vikings finalmente parecem tão bons na prática como na teoria. Na vitória sobre o Iraque, Haaland liderou um coletivo sólido que dá a sensação de ainda poder melhorar.
David enfrentou Golias e não caiu. Na estreia absoluta em Mundiais, os Tubarões Azuis seguraram a Espanha com uma exibição de sacrifício e alma. Não só fizeram o país sonhar como conquistaram a simpatia do mundo.
Outros destaques pela positiva: México, Coreia do Sul, Marrocos, Alemanha e Inglaterra

Num jogo de abertura com significado especial, os Bafana Bafana quase não ameaçaram o México e terminaram com dois expulsos, condicionando seriamente a campanha logo à partida.
Sempre apontada como potencial surpresa, a Turquia voltou a falhar esse estatuto. A derrota por 2-0 diante de uma Austrália experiente expôs dificuldades em assumir o jogo com tranquilidade. Ainda assim, o apuramento continua ao alcance.
No duelo teoricamente mais acessível do grupo, sofreu cinco golos e mostrou uma desorganização total. O despedimento de Sabri Lamouchi e a chegada de Hervé Renard só reforçam a sensação de caos.
Muito domínio, pouca objetividade. La Roja tropeçou frente a Cabo Verde e recebeu o primeiro aviso sério da competitividade deste Mundial. A dependência criativa de Lamine Yamal, ainda a recuperar de lesão, causa apreensão.
Numa fiel representação de "nuestros hermanos", também a seleção portuguesa cedeu pontos frente a uma equipa africana. A exibição pobre em intensidade arrefeceu o entusiasmo em torno da última dança de Cristiano Ronaldo.
Outros destaques pela negativa: Canadá, Suíça, Brasil, Bélgica e Uruguai



