O Real Madrid foi salvo aos 90+8 por um penálti na recepção ao Rayo Vallecano, este domingo.
Apesar da vitória nos últimos segundos (2-1), as dificuldades dos merengues continuam evidentes, embora a equipa esteja a apenas um ponto do líder Barcelona.
Ao longo desta época, o Real, adversário do Benfica no playoff da UEFA Champions League, já somou dez desaires. Recordamos aqui quais foram!
Não acontecia há 75 anos: o Real Madrid sofreu cinco golos frente ao rival Atlético - e perdeu, claro está (5-2).
A época tinha começado bem, com sete vitórias em sete jogos, mas a humilhação às mãos dos colchoneros deixou marcas.
Xabi Alonso, então treinador merengue, começou a ser contestado pelos adeptos e pelo balneário.
Foi uma derrota "normal" (1-0) mas, ainda assim, uma derrota.
Ainda para mais, surgiu na pior fase da época dos reds, que tinham perdido seis dos últimos oito jogos.
Depois da vitória diante do Real, o Liverpool voltaria a perder as três partidas seguintes.
Foi aqui que começou a desenhar-se aquela que é, até ao momento, uma campanha europeia abaixo das expectativas.
No início de Novembro, o Real ainda era líder da LALIGA. No entanto, já havia sintomas de que a equipa não estava no topo das capacidades.
Na deslocação ao bairro de Vallecas, sempre difícil para os merengues, a equipa não conseguiu ir além do nulo.
Além disso, os merengues criaram poucos lances de perigo, manietados pela boa postura defensiva do Rayo.
Logo na jornada seguinte, novo tropeção: desta vez, no terreno do Elche de André Silva e Martim Neto.
O Real voltou a não conseguir vestir o fato-macaco e, uma vez mais, sentiu dificuldades perante uma equipa com uma boa organização defensiva.
Os merengues estiveram em desvantagem por duas vezes e o melhor que conseguiram foi salvar um ponto já perto dos 90'.
Pela terceira jornada seguida, o Real Madrid deixou escapar pontos.
Depois dos empates com o Rayo e o Elche, houve novo tropeção, desta vez em Girona.
A equipa então ainda comandada por Xabi Alonso esteve a perder e só chegou ao empate através de um penálti de Mbappé.
O Celta de Vigo estava num mau momento. Vinha de três derrotas seguidas, a última das quais para a taça, diante do modesto Sant Andreu.
No entanto, o Real Madrid tombou aos pés dos galegos. Embora tenham pressionado na primeira parte, os merengues não conseguiram marcar.
Após o intervalo, Swedberg gelou o Bernabéu. O Real foi em busca do empate, mas a expulsão de Fran García complicou a tarefa. Já para lá dos 90', Swedberg bisou e consumou o resultado improvável.
O jogo seguinte foi para a Champions mas teve o mesmo desfecho.
Desta vez o Real até começou a ganhar, com um golo de Rodrygo aos 28'. Mas, quando o intervalo chegou, os ingleses já tinham dado a volta.
O Real foi para cima do City, mas sem sucesso. Uma vez mais, os madrilenos não salvaram sequer um ponto.
Os cinco jogos a seguir ao City resultaram em cinco vitórias. Parecia que o pior já lá ia, mas a Supertaça provou que não.
O jogo em si podia ter caído para qualquer lado: os últimos 10 minutos antes do intervalo foram loucos, com dois golos para cada lado.
Na segunda parte, o Real esteve próximo do golo, mas seria Raphinha a marcar e a dar o troféu ao Barça.
No dia seguinte, Xabi Alonso foi despedido.
Já com Arbeloa ao leme, chegou a derrota mais chocante da época.
Mesmo alinhando com nomes como Arda Guler, Fede Valverde ou Vinicius Júnior, o Real foi eliminado pelo Albacete, que estava a lutar para não descer na segunda liga.
O último resultado negativo até ao momento aconteceu na Luz.
O Benfica bateu o Real de forma heróica, fazendo a melhor exibição da época e vulgarizando os espanhóis.
O triunfo valeu aos encarnados o passaporte para o playoff da Champions, onde voltarão a encontrar o Real.
Terá sido esta apenas a primeira vitória da época do Benfica diante do Real? Quem marca quatro vezes aos merengues tem direito a sonhar.