David Luiz, atualmente no Pafos, esteve em Itália para defrontar a Juventus na UEFA Champions League. À Gazzetta dello Sport, recordou momentos decisivos da sua carreira, com destaque para o Benfica.
A chegada à Luz, porém, começou com dificuldades inesperadas: "Tinha pubalgia e mal conseguia andar. Não passei nos exames médicos. O presidente não sabia, ficou tudo em segredo. Chegava três horas antes para fazer fisioterapia e treinava como se estivesse bem." Só em abril se conseguiu estrear, consolidando-se depois como peça fundamental na defesa encarnada.
No fim do contrato, surgiu o interesse do FC Porto, mas a decisão foi guiada pelo conselho familiar: "Não cuspas no prato onde comeste. Respeita as pessoas que acreditaram em ti. Assina com o Benfica, não pelo dinheiro." David Luiz seguiu o conselho e descreve-o como "uma grande lição de vida."

Do Benfica rumou ao Chelsea, enfrentando novas exigências: "Disseram-me que os defesas centrais tinham de aliviar a bola. Hoje todos tentam construir desde trás." Em Londres, viveu momentos intensos com Maurizio Sarri: "Vi-o a dizer ‘Vou-me embora, não me interessa’, mas ao fim de três meses a equipa começou a segui-lo," culminando na conquista da Europa League.
Agora, aos 38 anos e no Pafos, sente-se pleno: "Ainda me divirto. É um dom de Deus poder jogar a este nível e com esta idade. O clube é ambicioso, a infraestrutura é moderna. Há sol, mar, e os meus filhos divertem-se." O futebol cipriota, diz, "está em pleno desenvolvimento. Jogamos a Champions League e os meus colegas demonstram um nível muito bom."