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Entrevista de Martínez: Ronaldo, favoritos no Mundial, convocados, dúvidas dos portugueses, Diogo Jota

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O seleccionador nacional, Roberto Martínez , concedeu uma entrevista ao jornal espanhol Marca.

Eis os principais tópicos abordados:

Os favoritos no Mundial 2026

“Há uma diferença entre ser favorito e ser candidato. Penso que só aqueles que já ganharam um Mundial podem ser favoritos. A nível psicológico, têm vantagem. Ainda assim, tenho uma confiança incrível neste grupo de jogadores".

"Vejo selecções que chegam muito bem, como a Espanha. A Alemanha também está preparada, devido a tudo o que por que passou, em casa, na Liga das Nações [derrota contra Portugal nas meias-finais].

Além disso, [a Alemanha] é a única selecção europeia que conquistou um Mundial na América [Brasil, em 2014]. A França, a meu ver, está feita para grandes torneios. E, também por proximidade, o Brasil e a Argentina".

"Ficámos satisfeitos foram as possibilidades ao nível da preparação. Ao jogar o primeiro jogo a 17 de junho, podemos ajustar muito bem os tempos, desde a final da Liga dos Campeões [30 de Maio], para trabalhar os jogadores de forma mais individual".

Roberto Martinez

Convocatória

"Nas selecções só temos três dias para preparar um jogo. Não faz sentido mudar os 23 jogadores a cada convocatória, porque as rotinas se perdem. Mantivemos o compromisso de levar jogadores com enorme experiência e que adoram vir à selecção: Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rúben Neves, Rúben Dias, Cristiano Ronaldo...

Além disso, abrimos caminho a novos talentos que chegaram para ganharmos jogos. Vitinha, João Neves, Chico Conceição, Pedro Neto, Renato Veiga... O futebol de formação em Portugal é incrível e constitui um exemplo para outros países.

Gosto sempre de sublinhar isto: com 11 milhões de habitantes, Portugal consegue todos os anos ter três ou quatro jogadores de altíssimo nível".

Cristiano Ronaldo

Por que é que Cristiano Ronaldo continua a ser titular?

Pela atitude. Há três pilares que analisamos constantemente: o talento, a experiência e a atitude que ele pode trazer à seleção.

A exigência máxima que ele tem consigo próprio, para estar presente e ajudar, é o que permite ao capitão da selecção estar sempre na lista de convocados.

Essa fome de ser o melhor contagia os companheiros em campo. Os 25 golos que marcou em 30 jogos a jogar a ponta de lança provam que o que faz em campo beneficia muito a selecção".

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"A percentagem de aproveitamento [é com Martínez que Ronaldo tem a média de golos mais alta na selecção] tem muito a ver com a mudança de posição.

Estamos a falar de um jogador que começou a carreira a ser um extremo muito habilidoso e que, agora, é sobretudo um homem de referência dentro da área.

É assim que o vemos. O Cristiano condiciona os adversários. Quando está em campo abre-se outro espaço, porque há dois jogadores que vão estar a marcá-lo".

bruno-fernandes(C)Getty Images

O maior ponto forte da selecção

"É a flexibilidade táctica. Tentar diferentes aspectos táticos é fácil, mas executá-los bem é muito difícil. Isto está relacionado com a educação do futebolista português: são competitivos e gostam da informação tática, o que permite ao selecionador usar diferentes formas de jogar em função do que é necessário".

A actual geração de jogadores portugueses é a melhor de sempre?

"A melhor geração do futebol português é a de 1966. Para chegar a esse estatuto, um grupo tem de ganhar um título, algo que o diferencie. Temos futebolistas excepcionais, com uma competitividade tremenda. O desafio é esse.

Este balneário merece ser a melhor geração de sempre, mas não basta dizê-lo; é preciso conquistar esse estatuto em campo".

portugal

Dúvidas dos portugueses sobre a sua contratação para seleccionador

É curioso: só houve dois treinadores estrangeiros [na selecção] e ambos falavam português, eram brasileiros [Scolari e Otto Glória].

Mas sempre me senti muito bem acolhido, muito acarinhado. Não só como treinador; no dia a dia, com a minha família, sentimo-nos em casa.

Compreendia que pudessem existir dúvidas: 'por que é que precisamos de um treinador estrangeiro quando os portugueses são dos mais requisitados?'. Por isso, a minha proposta foi aprender a língua o mais rápido possível. Se eu fosse adepto, gostaria que o treinador falasse português".

Diogo Jota@diogoj_18

Diogo Jota

"Foi uma tragédia a nível humano, que transcende o desporto. O Diogo era uma fonte de energia positiva, sempre preparado para lutar".

"O Diogo Jota é aquela luz que nos faz recordar que temos de dar tudo e de desfrutar, porque há coisas que não conseguimos controlar."