
A Inglaterra venceu a Noruega por 2-1, após prolongamento, e garantiu lugar nas meias-finais do Mundial 2026.
Os nórdicos marcaram primeiro por Schjelderup, mas Jude Bellingham empatou em cima do intervalo, num lance que gerou polémica.
Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images
A seleção inglesa já pressionava em busca do empate quando a bola saiu pela linha final, pertencendo à Noruega. No pontapé de baliza, Nyland bateu a bola, que descreveu uma trajetória anómala antes de ser recuperada por um inglês. A jogada acabaria no golo de Bellingham.
No banco norueguês e entre adeptos, instalou-se a convicção de que a bola teria tocado num dos cabos da spider-cam instantes antes, mas as imagens televisivas não conseguiram esclarecer totalmente.
Se tivesse existido contacto externo durante o pontapé de baliza, o árbitro Clément Turpin teria de parar o jogo e recomeçar com bola ao solo, anulando o golo inglês. O juiz francês afirmou não ter visto qualquer irregularidade e que o VAR também não detetou nada.
A tecnologia IMU da bola Trionda, que já tinha sido utilizada para anular um golo da Croácia frente a Portugal, voltou ao centro das atenções. Recorde-se que o sistema regista microcontactos e apresenta-os na transmissão como um gráfico semelhante a um batimento cardíaco.
A FIFA esclareceu rapidamente que não houve qualquer pico de atividade no lance do Inglaterra x Noruega. Porém, o software da BBC, que recria o jogo em 3D através de telemetria ao vivo, identificou o alegado toque.
Entre dúvidas e interpretações, surgiram críticas norueguesas, sobretudo do técnico Stale Solbakken: “O árbitro disse-me que não viu o lance e que não recebeu qualquer informação. Mas toda a gente viu. A bola caiu a pique mesmo em frente ao nosso banco. Foi muito estranho.” Com ou sem polémica, o resultado permanece.



