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Jogadores que entraram no radar de suas seleções após o Mundial de Clubes

FIFA

A um ano do início da Copa do Mundo da FIFA 26™, os melhores times do planeta se reuniram no Mundial de Clubes da FIFA™, nos Estados Unidos. A competição, que se tornou um marco global do futebol, não foi apenas um grande evento para as equipes, mas foi também uma oportunidade de ouro para que jogadores provassem seu valor diante do mundo.

Com muita coisa em jogo, os melhores atletas do planeta puderam exibir todo seu talento e competitividade. Em um cenário voraz como esse, a janela foi aberta para que jogadores sem muitas oportunidades em suas seleções pudessem mostrar que, daqui a um ano, podem ajudar o seu país na Copa do Mundo.

A FIFA relembra agora jogadores que entraram ou fortaleceram seus casos no radar de suas respectivas seleções graças ao Mundial.

Pablo Barrios (Atlético de Madrid, Espanha)

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Aos 22 anos, Pablo Barrios sabe que tem uma concorrência e tanto na seleção da Espanha. O meio-campista do Atlético de Madrid disputa posição com alguns dos jogadores mais importantes de sua função em todo o futebol mundial, como Pedri, Rodri e Fábian Ruiz. Mas o jovem colchonero deixou uma boa impressão nos Estados Unidos.

Titular nos três jogos do Atlético, ele foi o artilheiro do time, com dois gols marcados diante do Seattle Sounders e foi um dos melhores em campo na vitória contra o Botafogo. Não é como se o técnico Luis De la Fuente precisasse desesperadamente de meio-campistas, mas, caso ele venha a precisar, Barrios se apresenta como uma boa opção.

Igor Jesus (Botafogo, Brasil)

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No final do ano passado, Igor Jesus chegou a jogar e marcar pela Seleção Brasileira. Autor de um dos gols do Brasil na vitória por 2 a 1 sobre o Chile, pelas eliminatórias, o atacante perdeu espaço já com Fernando Diniz e não foi chamado por Carlo Ancelotti em sua primeira lista.

A atuação de Igor no Mundial, porém, certamente o colocou entre as opções do italiano para o ataque. Diante de algumas das defesas mais fortes do planeta, o centroavante ganhou duelos, deu continuidade a jogadas e marcou dois dos três gols do Botafogo no Mundial -- incluindo o que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Paris Saint-Germain.

Thiago Silva (Fluminense, Brasil)

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Daqui a quase dois meses, Thiago Silva completará 41 anos de vida. A maioria dos jogadores já até se aposentou com essa idade, mas ele não é um jogador comum -- e mostrou isso mais uma vez no Mundial de Clubes.

Sem ser convocado desde a Copa do Mundo da FIFA 2022, o zagueiro liderou uma forte defesa do Fluminense até a semifinal do Mundial e provou que ainda pode jogar em alto nível contra os melhores jogadores do mundo. Caso Ancelotti precise de uma liderança em seu elenco, ele sabe que pode contar com Thiago Silva.

Alexander Barboza (Botafogo, Argentina/Uruguai)

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É difícil arrumar um lugar na seleção de Lionel Scaloni, mas, com a Argentina já classificada para a Copa do Mundo de 2026, o treinador pode abrir espaço para alguns testes daqui até o Mundial. Se ele quiser fazer uma experiência na defesa, Alexander Barboza pode ser uma boa alternativa. Barboza também é elegível para jogar pela seleção uruguaia e já expressou abertamente seu desejo de representar a Celeste. Ele pode figurar nos planos de Marcelo Bielsa no próximo ano.

O xerife do Botafogo mostrou toda sua imposição física durante o Mundial de Clubes. Com boa saída de jogo pela esquerda, o zagueiro foi um dos pilares da defesa que parou o Paris Saint-Germain na segunda rodada.

Miguel Merentiel (Boca Juniors, Uruguai)

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Desde que Edinson Cavani e Luís Suárez deixaram de figurar nas convocações do Uruguai, a Celeste tem procurado opções ofensivas. A titularidade parece bem segura nas mãos de Darwin Núñez, mas há vagas abertas no elenco do time de Marcelo Bielsa. E é justamente por uma delas que Miguel Merentiel está brigando.

O centroavante do Boca Juniors foi o ponto alto dos xeneizes no Mundial, marcando contra Benfica e Bayern de Munique. Seu tento diante dos alemães foi, inclusive, um dos mais bonitos de toda a competição, proporcionando um lindo momento de festa da torcida do Boca no Estádio Hard Rock, em Miami.

Pio Esposito (Internazionale de Milão, Itália)

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Conhecida por sua força defensiva e pelos bons meio-campistas, a Itália tem procurado opções de ataque para tentar ir à sua primeira Copa do Mundo da FIFA desde 2014. Entre chances dadas a Mateo Retegui e Moise Kean, não seria surpresa ver uma oportunidade ser oferecida a Francesco Pio Esposito.

O atacante de 20 anos e 1,89m de altura veio de uma temporada artilheira com o Spezia, com 19 gols na segunda divisão da Itália, e já deixou sua marca no Mundial. Em dois jogos, marcou um gol e deu uma assistência, provando ser um dos jogadores mais perigosos do ataque do time de Cristian Chivu.

Matheus Nunes (Manchester City, Portugal)

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Na conquista da Liga das Nações da UEFA, Portugal começou suas duas últimas partidas, contra Alemanha e Espanha, com o meio-campista João Neves improvisado na lateral direita. Caso Roberto Martínez queira utilizar o ás do Paris Saint-Germain em sua posição de origem, Matheus Nunes pode ser uma opção interessante para jogar na ala.

O luso-brasileiro também era inicialmente um meia, mas tem sido bastante utilizado por Pep Guardiola como lateral-direito no Manchester City e teria mais naturalidade que Neves na posição -- além de devolver o jogador do PSG à região do campo onde é mais influente no jogo.

Gonzalo García (Real Madrid, Espanha)

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A geração de Lamine Yamal, Pedri e Nico Williams na seleção da Espanha parecia ter uma vulnerabilidade: o comando do ataque. Mas o Mundial de Clubes de Gonzalo García pode ter mostrado a Luis de la Fuente a peça que faltava para seu quebra-cabeças ofensivo em La Roja.

Resgatado por Xabi Alonso no elenco do Real Castilla, o time B do Madrid, García aproveitou da melhor maneira possível a ausência de Kylian Mbappé nas primeiras partidas do Mundial. O espanhol terminou a competição no topo da artilharia, com quatro gols, e mostrou oportunismo, qualidade e disposição para trabalhar sem bola, predicados que fazem dele um candidato instantâneo a uma vaga na seleção.

João Pedro (Chelsea, Brasil)

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Quanto impacto um jogador pode ter em dois jogos e meio? Não é fácil conseguir fazer mais do que João Pedro fez pelo Chelsea. O atacante brasileiro estreou saindo do banco e mudando o jogo na vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras. Nas duas partidas seguintes, ele foi titular e marcou três gols, dois no triunfo por 2 a 0 sobre o Fluminense, seu ex-clube.

Além do faro artilheiro, JP mostrou uma qualidade jogando fora da área que faz dele uma opção muito interessante para o técnico Carlo Ancelotti, que ainda procura um camisa 9 para comandar o seu ataque. Em seus dois primeiros jogos, o italiano usou Richarlison e Matheus Cunha, mas a briga parece aberta, e João Pedro tem um bom argumento depois do Mundial.