No regresso da Premier League após a paragem das seleções, Manchester City e Manchester United medem forças no domingo, 14 de setembro, às 16:30 (hora de Portugal), no Etihad Stadium.
É o primeiro dérbi da época e chega com um enredo claro: Rúben Amorim entra em campo sob pressão acrescida, depois da semana turbulenta que misturou eliminação na Taça da Liga e um alívio tardio frente ao Burnley.
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A derrota nos penáltis com o Grimsby Town (League Two) na Taça da Liga expôs fragilidades competitivas e abanou a confiança no projeto.
O próprio Amorim desculpou‑se aos adeptos, disse que “algo tem de mudar” e admitiu que está a viver “dia a dia” no cargo. Além disso, o português afirmou que a equipa “baixou um nível” e que carrega “cicatrizes do passado”.
Estas são declarações que colocam este dérbi como barómetro de curto prazo para o balneário e para a direção.
Três dias depois, a equipa respondeu com sofrimento: 3–2 ao Burnley, com penálti de Bruno Fernandes aos 97 minutos. A vitória deu ar a Amorim e empurrou a crise, mas não a apagou, e o Etihad não costuma perdoar dúvidas.
Para o Manchester City de Pep Guardiola, é o primeiro grande teste em casa após a pausa da Premier.
Para o Man United de Amorim, é muito mais: é prova de vida.
A narrativa que costuma sair do Etihad tende a durar semanas, sobretudo quando o próprio Rúben Amorim assumiu publicamente o desconforto e a necessidade de uma mudança imediata.