
O Mundial 2026 arranca esta quinta‑feira, 11 de junho. O México, um dos anfitriões, recebe a África do Sul no mítico Estádio Azteca, numa reedição do jogo de abertura de outro Mundial, também disputado a 11 de junho, mas em 2010.
A África recebia o primeiro Mundial da sua história. A África do Sul, durante décadas afastada das competições internacionais devido ao apartheid, vivia um momento histórico. Nas ruas de Joanesburgo, os Bafana Bafana já celebravam antes do pontapé de saída.
As equipas entraram no Soccer City sob o ruído ensurdecedor das vuvuzelas. A seleção da casa jogou com alma, resistindo a um México muito mais habituado aos grandes palcos, e cresceu no encontro.
Logo no início da segunda parte, deu-se a explosão de alegria. Numa transição rápida, Siphiwe Tshabalala arrancou pela esquerda e rematou ao ângulo. Ele, os companheiros e o país inteiro dançaram. Independentemente da resposta mexicana que se seguiria, naquele instante a África do Sul conquistou o mundo.
O África do Sul x México de 2010 deixou um dos momentos mais icónicos da história dos Mundiais. Ninguém sabia quem era Tshabalala, nem que seria capaz de pôr um país inteiro a dançar, mas hoje todos reconhecem aquele golo.
Como sempre, o Mundial 2026 promete criar novos heróis improváveis. O pontapé de saída deste México x África do Sul, uma espécie de “segunda mão” 16 anos depois, está marcado para as 20h, na Cidade do México.