É uma das grandes questões do futebol inglês neste momento. A derrota do Manchester United frente ao Newcastle (2-1), na Premier League, levantou dúvidas sobre se Michael Carrick tem o que é preciso para liderar os red devils para lá da temporada 2025/26.
O sucessor interino de Ruben Amorim devolveu consistência à equipa e tornou-se no principal candidato a assumir o cargo de forma permanente. Ainda assim, o jogo com o Newcastle expôs fragilidades que já se tinham notado em encontros anteriores.

O principal argumento a favor de Carrick são os resultados.
Com seis vitórias em oito jogos, o técnico interino conseguiu um dos melhores registos recentes da liga. Como consequência, o United passou do 6.º lugar, com o top 4 a fugir, para o 3.º posto, em igualdade pontual com o Aston Villa.
A equipa venceu também clássicos frente a Manchester City e Arsenal, reforçando a credibilidade do treinador. Além disso, Carrick conhece bem o clube e parece ter conquistado o balneário.
Trocar de treinador no verão poderia significar mais um período de instabilidade num clube que tem vivido ciclos curtos no banco.

Apesar dos bons resultados de Carrick, há alguns sinais que levantam dúvidas.
Ruben Amorim procurou construir uma identidade de jogo no Manchester United, atribuindo funções claras aos jogadores dentro do seu sistema. Com Carrick, a equipa parece jogar com maior liberdade, algo que ajudou no imediato, mas que pode levantar questões a médio prazo.
Nos últimos jogos, o United mostrou dificuldades em controlar as partidas e dependeu muitas vezes de momentos individuais, como os criados por Bruno Fernandes.
A amostra ainda é curta, mas pode levantar dúvidas sobre se a equipa teria sucesso com Carrick a longo prazo.
Michael Carrick apresentou argumentos fortes para continuar, sobretudo pelos resultados e pela estabilidade que trouxe à equipa.
No entanto, a direção do Manchester United terá de perceber se Carrick é apenas uma solução eficaz no curto prazo ou se tem capacidade para liderar um projeto sólido no futuro.