O Crystal Palace recebe o Chelsea este domingo, às 14h, num jogo da Premier League com transmissão na DAZN, mas o clima em Selhurst Park está longe de ser de festa.
Os eagles chegam a esta jornada num desapontante 15.º lugar, num período de instabilidade que contrasta fortemente com a melhor temporada da sua história recente.

Depois de um 2024/25 memorável, em que conquistaram a FA Cup frente ao Manchester City e a Community Shield diante do Liverpool, o Crystal Palace parece não ter conseguido lidar com as expectativas. A época atual tem sido marcada por resultados fracos e uma sensação constante de fragilidade competitiva.
Apesar de se terem qualificado para a Europa League graças ao triunfo na FA Cup, o Crystal Palace acabou relegado para a Conference League devido à violação das regras da UEFA sobre propriedade múltipla de clubes. A decisão representou um duro golpe financeiro e simbólico para o clube, que dentro do campo ainda não conseguiu carimbar o apuramento para a próxima fase.
A campanha nas taças agravou ainda mais o cenário. Na FA Cup 2025/26, os londrinos foram eliminados pelo Macclesfield, equipa da sexta divisão, o que abalou a confiança do grupo e aumentou a contestação em torno do projeto desportivo.
No banco, o futuro está definido, mas longe de ser tranquilizador. Oliver Glasner já anunciou que não vai renovar contrato e deixará o comando técnico no final da época. Pelo caminho, tornaram-se públicos vários atritos com a direção, sobretudo em torno da abordagem ao mercado. A sucessão já está a ser estudada, mas a incerteza pesa no dia a dia da equipa.
De facto, o plantel também vive um período de transição forçada. O capitão Marc Guéhi foi vendido ao Manchester City neste mês de janeiro, deixando um vazio difícil de colmatar no balneário. No ataque, Jean-Philippe Mateta quer sair, apontando falta de ambição do projeto. A entrada de Brennan Johnson não colmata todas as necessidades da equipa.

Em suma, a realidade do Crystal Palace é de grande instabilidade. Entradas e saídas constantes, aliadas a um treinador a prazo, tornam difícil criar rotinas e consistência competitiva.
Assim, no duelo com o Chelsea, mais do que três pontos, os eagles procuram sinais de vida e alguma normalidade num clube que, em poucos meses, passou do auge histórico para uma crise profunda.