Nuno Espírito Santo foi despedido do Nottingham Forest na sequência da relação conflituosa com o proprietário Evangelos Marinakis e o diretor desportivo Edu Gaspar. O anúncio já foi tornado oficial e o treinador fica agora livre no mercado.
O forest, clube que Nuno Espírito Santo guiou à Europa, foi o sétimo clube da carreira do treinador, que já leva mais de 10 anos como técnico principal nestas andanças depois de longos anos como guarda-redes e de um início de trabalhos ligado a esta posição.
Nottingham Forest
Foi em 2012 que se iniciou a carreira como treinador principal de Nuno Espírito Santo. Durante duas temporadas, NES foi o treinador do Rio Ave. O bom trabalho em Portugal fez com que, em 2014, o treinador desse o salto e rumasse ao sul de Espanha para assumir o comando técnico do histórico Valência.
Aí, foram mais dois anos de tranquilidade na tabela que valeram ao técnico um regresso a Portugal pela porta do FC Porto, onde esteve durante toda a época 2016/17. Terminou a Primeira Liga em segundo lugar, atrás do Benfica e, no final da época, rumou a Inglaterra, onde desde então tem feito o seu trabalho.
Chegou ao Wolverhampton no ano de 2017 e, com uma base portuguesa muito sólida, promoveu o clube do Championship (onde venceu o título) à Premier League. No total, foram quatro épocas no Wolverhampton que, de clube recém-promovido, se estabilizou no convívio entre os grandes.
O bom trabalho no Molineux abriu as portas do big-6 e em 2021 o português rumou ao Tottenham. Foram apenas 17 jogos e oito vitórias até os spurs decidirem seguir por um novo caminho e o técnico viria a arrancar a temporada 2022/23 na Arábia Saudita, onde se encontrava quando o investimento megalómano no futebol começou.
Guiou o Al Ittihad a um campeonato e uma Supertaça, mas a incompatibilidade com Karim Benzema e o menor mediatismo levaram a que, no final de 2023, fosse despedido. Na mesma época, entrou no Nottingham Forest e o resto é história. Salvou o clube da despromoção e, há poucos meses, conseguiu fazê-lo regressar à Europa.
Feito insuficientes para aligeirar o mau ambiente, evidente por um mercado de transferências repleto de investimento, mas tardio, realizado já ao cair do pano. Sete clubes depois, Nuno Espírito Santo está valorizado no mercado e livre para escolher o próximo passo.