
A UEFA anunciou, esta sexta‑feira, que não vai aplicar a Lei Prestianni nas competições europeias de 2026/27. Assim, os jogadores não poderão ser expulsos por tapar a boca com a mão em confrontos com adversários, ao contrário do que acontece no Mundial 2026.
Apesar de a regra ter sido inspirada no episódio entre Prestianni e Vinícius Jr. no Benfica x Real Madrid da última Champions, o organismo europeu optou por seguir um caminho diferente da FIFA.
A criação da chamada “Lei Prestianni” para o Mundial 2026 mostra a dimensão que o caso ganhou. Perante a dúvida gerada por Prestianni ao tapar a boca enquanto falava com Vinícius Jr., a FIFA decidiu classificar o gesto como ofensa punível com cartão vermelho.
No torneio, Miguel Almirón foi o primeiro jogador expulso ao tapar a boca para falar com um adversário no Turquia x Paraguai. Pouco depois, Piero Hincapié repetiu o gesto no México x Equador. A polémica chegou quando Jude Bellingham tapou a boca para falar com Jordan Ayew e não foi sancionado, por o árbitro ter considerado a conversa cordial.
A UEFA não apresentou uma justificação formal para rejeitar a Lei Prestianni. Contudo, a decisão poderá assentar na subjetividade extrema que a regra introduz, com uma avaliação dependente do contexto, da intenção e até da perceção do árbitro.
Mesmo no caso de Bellingham, embora fosse evidente que a conversa era cordial, nada impediria Ayew de reportar o gesto e provocar uma expulsão com impacto direto no jogo. A possibilidade de um cartão vermelho baseado numa interpretação tão frágil cria terreno fértil para controvérsias.
Ainda assim, a UEFA não fecha totalmente a porta à medida. Segundo o The Athletic, o organismo vai recomendar a exibição de cartão amarelo, e não vermelho, quando o gesto ocorrer nas suas competições. Reconhece o comportamento como inadequado, mas reduz a gravidade da punição para evitar decisões desproporcionais.



