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Porque é que Ruben Amorim foi despedido do Manchester United? As pistas nas declarações do treinador

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Ruben Amorim foi despedido do cargo de treinador do Manchester United esta segunda-feira, após o empate com o Leeds (1-1) na Premier League.

Na conferência de imprensa após o apito final, o técnico português demonstrou a sua frustração e reafirmou a sua posição dentro do clube. As suas declarações contêm pistas para explicar a saída.

"Vim cá para ser o manager do Manchester United, não para ser o treinador do Manchester United", começou por dizer. Mais do que treinador, a Amorim terá sido prometido um papel de gestor, com uma palavra a dizer em domínios como transferências e composição do plantel, muito para além da preparação dos jogos.

"Eu sei que o meu nome não é Tuchel, não é Conte, não é Mourinho, mas sou o manager do Manchester United", salientou. O estatuto de Amorim, que trocou o Sporting pelo Manchester United em novembro de 2024, foi sempre questionado em Inglaterra. Ao mencionar três treinadores de enorme prestígio, poderá ter-se referido a essas críticas.

"Vai ser assim durante 18 meses ou quando a direção decidir mudar", continuou. Amorim tinha contrato com o Manchester United até junho de 2027, mas, nestas declarações, já antevia uma mudança no comando técnico dos red devils.

"Se as pessoas não conseguem lidar com os Gary Nevilles e as críticas a tudo, temos de mudar o clube", disparou. Desde que chegou a Old Trafford, Amorim visou o ambiente mediático negativo em torno do Manchester United. Gary Neville, lenda dos red devils, foi um dos principais críticos do treinador e do estado do clube. O português sempre encarou os comentários como normais, mas dá a entender que nem todos os elementos da estrutura conseguem ignorar o ruído.

"Todos os departamentos, o scouting, o diretor desportivo, têm de fazer o seu trabalho. Eu vou fazer o meu durante 18 meses e depois seguimos em frente." A última declaração de Amorim, antes de sair abruptamente da sala de imprensa, está a ser interpretada como uma crítica indireta à direção do Manchester United.

A imprensa britânica apontava desacordos com Jason Wilcox, diretor do futebol, e Omar Berrada, diretor desportivo, particularmente sobre a atuação no mercado. Apesar dos 250 milhões de euros investido no último verão, Amorim tinha outros reforços como prioridade. A direção não queria gastar muito dinheiro e depois descartou grandes reforços de inverno, o que não terá agradado ao português.

Em conclusão, a principal razão da saída de Ruben Amorim do Manchester United aparenta ser a deterioração das relações com a direção do clube, que não terá dado o apoio necessário ao 'gestor' para melhorar a sua equipa e conduzi-la ao sucesso.