A Premier League tem batido todos os recordes de investimento nos últimos anos - só no último verão, os clubes gastaram 3,6 mil milhões € - mas isso pode estar prestes a mudar. Segundo o Daily Mail, os clubes ingleses vão votar, no próximo mês, uma proposta para fixar um teto salarial, que limitaria os gastos a partir da época 2026/27.
Em concreto, cada clube só poderia gastar até ao quíntuplo do valor que o clube com menor receita comercial recebe. Na temporada 2023/2024 (dados mais recentes), esse valor ascenderia aos 600 milhões de euros, pelo que alguns clubes estariam imediatamente em risco de violação. Prevê-se que falhas sucessivas sejam penalizadas com perda de pontos no campeonato.
Os dois clubes de Manchester já se manifestaram contra a mudança, que acreditam ameaçar o modelo de negócio que transformou a Premier League na 'melhor do mundo'. Nesta perspetiva, as equipas da primeira divisão perderiam capacidade de atração de talento através de salários elevados, enquanto os clubes promovidos desde o segundo escalão teriam maiores dificuldades em garantir a permanência.
Michael Regan/Getty Images
Certo é que o ónus da decisão está nos clubes. Na votação de 21 de novembro, o projeto de alteração precisará de dois terços de votos favoráveis para ser implementado. Caso isso aconteça, salários como os de Haaland (600 mil €) ou Salah (450 mil €), até de Bruno Fernandes ou Bernardo Silva (300 mil € cada), poderiam ter de ser revistos, com implicações no mercado de transferências.
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