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'Rico Mundial': Guillermo Ochoa, o guarda-redes do México que vai bater um recorde do Mundial com Ronaldo e Messi

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A DAZN apresenta a rúbrica Rico Mundial, onde Paulo Rico traz histórias curiosas do maior torneio de seleções. O primeiro episódio é dedicado a Guillermo Ochoa, o guarda‑redes do México que se tornou um ícone do Mundial e que vai igualar o recorde de seis presenças, ao lado de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.


Vê o primeiro episódio do Rico Mundial, sobre Ochoa

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A presença de Ochoa com estas lendas é um prémio de carreira merecido. Poucos jogadores representam tão bem a magia do Mundial. O seu brilho foi tão intenso neste palco que muitos adeptos mal conhecem a sua carreira de clubes, e até dizem que ele “só existe” de quatro em quatro anos.

Mesmo analisando a carreira com atenção, nada fazia prever o estatuto que viria a alcançar. Formado no Club América, onde viveu os seus melhores momentos, passou por clubes como Ajaccio, Málaga, Granada, Standard Liège, Salernitana e até pelos portugueses do AVS, antes de chegar ao AEL Limassol.

Ochoa esteve perto de assinar pelo Burgos , mas a transferência caiu por terra. Foi noticiado que o guarda‑redes teria saído para “tomar um café” durante as negociações e nunca mais regressado. O episódio, nunca desmentido pelo guarda-redes, resume bem uma carreira de clubes sem continuidade.

Só houve uma constante: sempre que chegava o Mundial, o México sabia que tinha uma muralha na baliza, capaz do possível e do impossível. Por isso, qualquer fã de futebol reconhece imediatamente o nome Guillermo Ochoa, imagina a bandelete , o cabelo ondulado , os gritos em espanhol e os voos acrobáticos para defesas monumentais.

Guillermo Ochoa

A trajetória mundial começou em  2006 e 2010, onde não saiu do banco. O ponto de viragem chegou no Brasil 2014, onde Ochoa assinou uma exibição memorável ao travar o poderoso ataque da seleção anfitriã. O México não conseguiu chegar aos quartos de final e fazer história, mas Ochoa garantiu o seu lugar na eternidade.

Repetiu a presença em 2018 e 2022, já com estatuto de ícone mundial. A convocatória para 2026 esteve em dúvida devido à irregularidade crescente na fase final da carreira, mas uma lesão de um colega acabou por abrir caminho para uma conclusão que parecia inevitável.

O estatuto de Ochoa dispensa estátuas ou placas comemorativas. Está gravado na memória de quem acompanha futebol. Ainda assim, o mexicano terá agora algo tangível para mostrar: um recorde partilhado com duas lendas vivas, tal como ele próprio se tornou no Mundial.

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