
Portugal defronta amanhã o Chile num de dois jogos particulares antes do Campeonato do Mundo.
Às 18h45 a seleção entra em campo no Jamor para defrontar a nação sul-americana que infelizmente ficou em último na qualificação e falha novamente a ida ao Mundial pela terceira vez consecutiva.
As duas seleções têm um histórico muito reduzido de duelos, e o último, em 2017, é mesmo o único oficial. Nas meias finais da Taça das Confederações, o Chile eliminou Portugal da competição após a marcação de penáltis.
A competição, agora extinta, colocava frente a frente os seis campeões continentais, a que se somavam o campeão do Mundo, no caso a Alemanha, e o país anfitrião. O Chile chegava ao torneio como vencedor da Copa América, e Portugal vinha como vencedor do Euro 2016.
Depois de um percurso recheado de empates no título europeu inédito, nesta prova da FIFA, Portugal progrediu no seu grupo após empate com o México (2-2) e vitórias com Rússia, o anfitrião (1-0), e Nova Zelândia (4-0).
No jogo com o Chile, Portugal demonstrou falta de assertividade ofensiva, com pouca convicção na hora de finalizar. Era um jogo ofensivo fraco, uma das maiores críticas da era Fernando Santos.
Com um meio campo conservador, com William Carvalho, Adrien Silva e André Gomes, qualquer lance digno de magia vinha dos pés de Bernardo Silva, que tentou servir Ronaldo e André Silva na frente.
No entanto, as zonas ofensivas de Portugal estavam sempre pouco povoadas, e nas poucas oportunidades, o guarda-redes adversário Claudio Bravo, também capitão de equipa, não vacilou.
O chileno que representava o Manchester City na época, foi mesmo o homem do jogo ao defender as três grandes penalidades de Portugal, tentativas de Quaresma, Moutinho e Nani. Arturo Vidal, Charles Aránguiz e Alexis Sánchez não falharam e ditaram o 0-3 final.
Apesar de uma primeira parte em que Portugal foi superior, foi o Chile quem melhor conseguiu ler os momentos de jogo e adaptar-se no segundo tempo. A competência da marca dos 11 metros acabaram por ditar um justo vencedor.
Nove anos depois, eis novo duelo entre lusos e chilenos, mas em moldes muito diferentes. A equipa sul-americana já não tem grandes figuras do futebol mundial como outrora, passando a apresentar-se com jogadores maioritariamente desconhecidos ao adepto comum.
Nos outros dois encontros entre os dois países, contam-se um empate a um num amigável em 2011, golos de Silvestre Varela e Matías Fernández, e uma vitória de Portugal por 4-1 num torneio amigável em 1972, com golos lusos de Dinis, Humberto Coelho e o capitão Eusébio.



