SL Benfica e Real Madrid parecem dois clubes de mãos dadas pela história, e a temporada 2025/26 só reforça essa sensação. São as equipas com mais presenças na UEFA Champions League e as mais tituladas em Portugal e Espanha, respetivamente. No entanto, vivem um período de frustração: expectativas altíssimas, poucos títulos e contestação crescente dos adeptos.
Depois de várias décadas sem se cruzarem em jogos oficiais, o destino juntou Benfica e Real Madrid três vezes seguidas em 2025/26: fase de liga e playoff da Champions. O primeiro duelo ficou marcado pela vitória encarnada por 4-2 com o golo épico de Trubin no último minuto, que garantiu o apuramento. Mas o playoff trouxe polémica: a alegada ofensa racista de Prestianni a Vinícius Jr. Na segunda mão, o Real Madrid seguiu para os oitavos de final, mas acabaria eliminado nos quartos.
Ambos os clubes caminham agora para a segunda época consecutiva sem conquistar grandes títulos. O Benfica ainda levantou a Supertaça e a Taça da Liga, mas falhou campeonato, Taça de Portugal e competições europeias, vendo os rivais aumentar o palmarés.
O Real Madrid vive cenário semelhante: incapaz de ultrapassar os quartos da Champions e derrotado pelo Barcelona em todas as frentes domésticas. A isto soma-se um balneário em tensão, com desconfiança em relação a Mbappé e conflitos internos. Álvaro Carreras, lateral esquerdo ex-Benfica contratado no último verão, tornou-se um dos jogadores mais criticados.
A ligação entre Benfica e Real Madrid pode aprofundar-se com José Mourinho. O técnico português regressou ao seu país com enorme expetativa, mas não conseguiu devolver o Benfica ao topo. Apesar de invicto na Primeira Liga, o empate com o SC Braga (2-2) deixou a equipa praticamente condenada ao terceiro lugar e fora da Champions. A direção pondera a continuidade de Mourinho, cujo contrato termina na próxima época.
Em Madrid, Florentino Pérez vê no treinador português a figura ideal para impor autoridade num balneário em crise. Mourinho foi peça-chave na construção do projeto vencedor da década de 2010 e poderá agora ter nova oportunidade para relançar a carreira na elite europeia. Porém, as negociações, que a imprensa espanhola diz estar avançadas, esbarram nas exigências do Special One: total autoridade sobre o plantel e controlo da sua equipa técnica.