
O empate (1x1) de Portugal frente à RD Congo na estreia no Mundial 2026 foi uma desilusão.
Mas será que dá para tirar ilações positivas? Quem foram os melhores jogadores da selecção nacional? E os piores?
Não é fácil identificar boas exibições do lado de Portugal; ainda assim, neste artigo destacamos três dos jogadores portugueses que mais tentaram remar contra a maré e três dos que mais ficaram aquém do que se esperava deles.
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Não foi uma exibição de encher o olho, mas foi dos poucos a mostrar algum dinamismo e a tentar transformar a posse de bola passiva em algo mais.
Foi dele o cruzamento para o único golo de Portugal e foi também ele que tentou, mais um punhado de vezes, criar perigo junto à área da RD Congo.
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Fez o golo que, pelo menos durante alguns minutos, desbloqueou o jogo a favor de Portugal. Notável a qualidade do jogo de cabeça de um médio de 1,74m.
De resto, foi tentando lutar contra a quebra de ritmo, destacando-se mais do que Vitinha nesse capítulo. Longe de ter feito um grande jogo, mas exibição, ainda assim, positiva.
O "espalha-brasas" saltou do banco ao intervalo e fez a sua parte: ou seja, mostrou velocidade, repentismo e lançou a dúvida no lado esquerdo da defesa da RD Congo.
Teve dois lances que podiam ter dado golo: no primeiro, entrou na área e cruzou atrasado para Bruno Fernandes, mas acabou por ser Ronaldo a finalizar e a atirar ao lado; minutos depois, voltou a servir CR7, que voltou a errar o alvo.
Não foi por ele que Portugal não venceu.
Não houve muitos. Talvez apenas Nuno Mendes mereça uma menção honrosa, pelas investidas no flanco esquerdo.
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Terminou a época em grande nível no Man United, é o líder desta geração da selecção e, por tudo isso, esperava-se mais.
O médio não conseguiu pegar no jogo, esteve escondido e só já perto do fim alvejou a baliza, num remate que saiu pouco ao lado.
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Jogou encostado à direita, numa posição onde claramente já não rende, e tem essa atenuante.
Ainda assim, foi mais um jogo à imagem de Bernardo Silva na selecção: apático, sem rasgo e, consequentemente, bem substituído ao intervalo.
Globalmente a exibição não foi má, mas Tomás Araújo personifica o fantasma da intranquilidade defensiva que paira sobre a selecção: à excepção de Rúben Dias, não se vislumbra nenhum central que possa vir a ser o digno herdeiro de nomes como Pepe ou Ricardo Carvalho.
O central estava a mostrar alguma personalidade com bola e fez, aliás, um excelente corte a impedir que um adversário se isolasse. No entanto, estava desatento no golo e fica, por isso, ligado ao resultado.
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Rafael Leão entrou pessimamente e só não está no lugar de Tomás Araújo nesta lista porque o central fica ligado ao golo sofrido. O avançado do Milan, lançado para mexer com o jogo, não ultrapassou nenhum adversário no um para um.
Vitinha também esteve aquém do que pode dar, João Cancelo pouco se aventurou no ataque e Cristiano Ronaldo não conseguiu concretizar as duas ocasiões que teve.
Roberto Martínez, por nunca conseguir contrariar a passividade da posse de bola, é outro destaque negativo.



