
Portugal viaja esta sexta‑feira para os Estados Unidos, onde vai disputar o Mundial 2026 com a ambição de conquistar um título inédito.
Depois das vitórias por 2-1 frente a Chile e Nigéria, a avaliação global da seleção nacional é mista, com sinais positivos mas também aspetos a melhorar.
Se tudo correr dentro do esperado, Bruno Fernandes será uma das figuras do Mundial. O médio que bateu o recorde de assistências da Premier League mantém o pé quente, tanto a servir como a finalizar. Será decisivo nos jogos em que Portugal precisar de desmontar blocos baixos.
As dúvidas sobre a veia goleadora dos extremos dissiparam‑se. Pedro Neto e Francisco Conceição marcaram frente à Nigéria e deram sempre vida ao jogo pelos corredores. Francisco Trincão também mostrou grande utilidade, enquanto Rafael Leão cumpriu antes da expulsão frente ao Chile.
Com o recuo de um médio (Vitinha ou Bernardo Silva) para se ligar ao central com melhor saída (Gonçalo Inácio ou Tomás Araújo) e ao apoio interior de um avançado (Trincão ou João Félix), Portugal elevou a qualidade da saída de bola. Os problemas da qualificação parecem resolvidos, embora o Mundial aumente a exigência.
À porta do seu sexto Mundial, Cristiano Ronaldo não marcou nos jogos de preparação, apesar das oportunidades. Gonçalo Ramos teve poucos minutos e não conseguiu ligar com a equipa. Após marcar ao Chile, Gonçalo Guedes como falso 9 ganha força.
Os golos sofridos contam a história. Frente à Nigéria, Portugal revelou desequilíbrios constantes. Os centrais, sobretudo do lado esquerdo, tiveram dificuldades nos duelos físicos, algo que será ainda mais frequente no Mundial. Parece também faltar um ‘6’ puro, tendo em conta a melhoria visível com Samu Costa em campo.
Roberto Martínez não estabilizou um onze durante a preparação, optando por testar várias soluções. Portugal vai precisar de rodar com qualidade ao longo do torneio, mas as mudanças frequentes, somadas aos resultados curtos, deixam dúvidas sobre a consistência competitiva da equipa.



