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Os pilotos rumam ao Grande Prémio da Bélgica. Neste artigo, recordamos as cinco corridas mais emocionantes de sempre no circuito de Spa-Francorchamps.
Foi uma corrida tão épica quanto polémica. Lewis Hamilton (McLaren) e Kimi Raikkonen (Ferrari) lutavam taco a taco pela vitória. A duas voltas do fim, começou a chover.
Hamilton, que era 2.º, estava colado ao finlandês. Na travagem para a curva Bus Stop, o britânico cortou a chicane para evitar uma colisão, devolveu a posição a Raikkonen e voltou a ultrapassá-lo na curva seguinte.
Pouco depois, Räikkönen perdeu o controlo do Ferrari na saída da Blanchimont e bateu nas barreiras, abandonando quando lutava pela vitória.
Hamilton cruzou a meta em 1.º e subiu ao pódio como vencedor. Mas, horas depois, os comissários concluíram que, ao cortar a chicane, o homem da McLaren obteve uma vantagem que não foi suficientemente anulada antes da nova ultrapassagem.
Como a corrida já tinha terminado, foi aplicada a penalização equivalente a um drive-through: 25 segundos adicionados ao tempo final. A vitória foi para Felipe Massa (Ferrari) e Hamilton ficou em 3.º.
Steve Etherington / Motorsport Images
Este GP ficou na memória por aquela que muitos consideram a melhor ultrapassagem da história da Formula 1.
Tudo começou na volta 40: Mika Häkkinen (McLaren) tentou ultrapassar Michael Schumacher (Ferrari), mas o alemão fechou a porta de forma agressiva.
Mas Häkkinen não deitou a toalha ao chão. Na volta seguinte, surgiu diante dos dois o brasileiro Ricardo Zonta (BAR), que estava prestes a ser dobrado. Eis o que se seguiu:
Foi uma decisão tomada numa fracção de segundo, com enorme precisão e coragem. A vitória permitiu a Häkkinen aumentar a vantagem no campeonato para seis pontos sobre Schumacher, embora o alemão viesse a vencer o mundial.
Michael Cooper/Allsport/Getty Images
É frequentemente considerada a corrida mais caótica da história da Formula 1.
A prova começou sob chuva torrencial e, logo na primeira volta, um acidente provocado por David Coulthard desencadeou um enorme engavetamento envolvendo 13 carros, obrigando à interrupção da corrida.
Após o recomeço, Michael Schumacher assumiu a liderança e parecia encaminhado para uma vitória confortável. No entanto, ao tentar dobrar Coulthard, embateu na traseira do McLaren devido à fraca visibilidade provocada pelo spray, abandonando a corrida. O incidente levou Schumacher, furioso, a confrontar Coulthard nas boxes.
Com o abandono do alemão, Damon Hill herdou a liderança. A Jordan decidiu congelar as posições para evitar riscos e garantiu um histórico 1.º e 2.º lugar, com Hill à frente de Ralf Schumacher. Foi a primeira vitória de sempre da equipa.
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O alemão, então com 23 anos, estava na sua segunda temporada na Formula 1, ao serviço da Benetton.
Na Bélgica, o momento decisivo surgiu a meio da corrida, quando Schumacher percebeu que os pneus dos pilotos à sua frente estavam a degradar-se rapidamente e entrou nas boxes mais cedo para montar pneus slick.
A estratégia revelou-se perfeita: Schumacher ultrapassou os Williams de Nigel Mansell e Riccardo Patrese, assumindo a liderança. Depois, controlou a corrida até ao fim.
Foi a primeira das 91 vitórias de Schumacher na Formula 1.
LAT Images
Foi uma das várias corridas embelmáticas na Bélgica durante os ano 60 e 70, numa altura em que o circuito de Spa-Francorchamps tinha quase 14km (hoje tem metade).
Debaixo de chuva intensa, Jim Clark (Lotus) partiu apenas em 8.º devido a problemas na qualificação. Contudo, assumiu a liderança nas primeiras voltas e venceu com quase cinco minutos de vantagem sobre Bruce McLaren (Cooper). Só um piloto terminou na mesma volta.



