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Os pilotos rumam ao Mónaco, o Grande Prémio mais emblemático. Neste artigo, recordamos cinco dos Grandes Prémios mais emocionantes de sempre no principado.
Menção honrosa para o GP de 2024, em que o monegasco Charles Leclerc conseguiu a primeira vitória em casa.
Sob uma chuva torrencial, a partida deu-se com bastante atraso. Alain Prost (McLaren) saiu na pole position.
Aproveitando o caos generalizado, o então rookie Ayrton Senna (Toleman), que partira do 13.º lugar, foi galgando posições.
O brasileiro aproximava-se cada vez mais de Senna... até que o director de corrida interrompeu a prova, por razões de segurança.
A decisão foi controversa porque Senna estava claramente mais rápido e a chuva parecia diminuir.
Muitos especulam que, se a corrida não tivesse sido interrompida, Senna teria ganho. Prost acabou por vencer, mas o brasileiro, mesmo a correr por uma equipa pouco competitiva, deu-se a conhecer ao mundo.
O líder do mundial, Nigel Mansell (Williams), conseguiu a pole position e dominou toda a corrida.
A sete voltas do fim, tinha mais de 30 segundos de vantagem sobre Ayrton Senna (McLaren). A vitória parecia garantida.
Só que, na 71.ª volta, Mansell sentiu algo estranho na traseira do carro. Com suspeitas de furo, e para não arriscar o abandono, entrou nas boxes para trocar pneus.
F1
Senna aproveitou para passar para a liderança, mas Mansell regressou mais rápido e colou-se ao brasileiro.
Durante as três últimas voltas, todos esperavam pelo momento em que Mansell ultrapassaria Senna, que tinha os pneus muito mais gastos.
Só que a esperada ultrapassagem nunca aconteceu. Com uma condução perfeita, o homem da McLaren fechou sempre a porta ao da Williams e venceu por 0,215 segundos!
Michael Schumacher, em ano de estreia na Ferrari, assegurou a pole position, à frente do líder do campeonato, Damon Hill (Williams).
Naquele dia chovia e a pista estava traiçoeira. Schumacher, favorito à vitória, só durou uma volta: perdeu o controlo do carro, bateu nos rails e abandonou.
Os abandonos continuaram. Hill liderou durante boa parte da corrida e parecia encaminhado para a vitória, mas um problema no motor também o obrigou a desistir.
Sutton Motorsport Images
Seguiu-se Jean Alesi (Benetton) na liderança. Só que o francês também não durou, abandonando a 20 voltas do fim devido a um problema na suspensão.
Lá atrás, algo acontecia. Olivier Panis, da modesta Ligier, partira da 14.ª posição mas ia galgando lugares, devido às muitas desistências.
Com cada vez menos carros em pista, Panis chegou à liderança, mas tinha David Coulthard (McLaren) no encalço.
O francês conseguiu defender-se e celebrou a única vitória da carreira. Só três dos 21 carros terminaram a corrida: Panis, Coulthard e Johnny Herbert (Sauber)!
F1
Segunda época de Lewis Hamilton (McLaren) na Formula 1.
O britânico conseguiu a pole position, mas cometeu um erro logo na sexta volta da corrida: com a pista molhada, bateu nas barreiras e furou um pneu traseiro. Teve de ir à boxe, perdendo várias posições.
Mas a McLaren adaptou a estratégia. Hamilton tirou partido da sequência de paragens dos outros pilotos (que mudavam de pneus à medida que o piso secava) e acabou por vencer contra todas as expectativas.
Saiu do Monaco na liderança do campeonato com três pontos a mais do que Kimi Räikkönen (Ferrari). Foi uma das vitórias mais importantes do primeiro título mundial do britânico.
N/A
Daniel Ricciardo (Red Bull) ainda tinha fresco na memória a desilusão no Mónaco em 2016, quando perdeu uma vitória certa devido a um erro da equipa nas boxes.
Dois anos mais tarde, o australiano dominou a qualificação. Mas, na corrida, o destino voltou a pregar-lhe uma partida: na volta 28, o carro sofreu uma falha no sistema MGU-K, fazendo o motor perder 25% da potência.
Só que, desta vez, Ricciardo estava determinado a não deixar fugir a vitória. Tirando partido do facto de as ultrapassagens serem difíceis no Mónaco, conseguiu controlar o ritmo durante quase 50 voltas, resistindo à pressão de Sebastian Vettel (Ferrari) e superando uma grave falha mecânica.
Foi uma das melhores actuações individuais da era híbrida da Formula 1.



