Os novos regulamentos da Formula 1, introduzidos para a temporada 2026, prometiam corridas mais sustentáveis e tecnológicas. No entanto, após o Grande Prémio do Japão, o coro de críticas tem ganho cada vez mais força. Está prevista uma revisão das regras durante a pausa do Campeonato do Mundo, mas mesmo assim nem todos estão otimistas.
Recentemente, foi Lando Norris quem expressou ceticismo sobre se as opiniões dos pilotos seriam realmente consideradas pela FIA: “Não interessa o que os pilotos dizem. Desde que os fãs gostem, é o que importa”, afirmou com ironia após a corrida deste fim de semana.
Os novos regulamentos visam carros com uma maior dependência da parte elétrica, obrigando a uma gestão constante de energia volta a volta. Não obstante esta intenção, os primeiros sinais em pista indicam que nem tudo está a correr como planeado. Assim analisamos os pontos mais criticados, com base em declarações polémicas de cinco pilotos.
O jovem piloto brasileiro sentiu logo o efeito da nova dependência elétrica nos arranques dos testes do Bahrain. O controlo do carro é agora uma operação de engenheria em vez de um teste aos reflexos e habilidade pura dos pilotos. Por isso, as partidas têm sido imprevisíveis, mas com maior potencial de erros, frustrando pilotos e fãs.
Os carros de 2026 têm menos downforce, mais drag em certos modos de energia e dependem do deployment elétrico para alcançar picos de velocidade. Por atingirem menor velocidade média, especialmente nas retas, dá a sensação de que estão limitados, o que afeta o espetáculo em pista.
A crítica do veterano aponta para a crescente automatização e dependência tecnológica. Nas corridas, as estratégias energéticas têm-se sobreposto ao talento puro, reduzindo a liberdade do piloto de correr instintivamente. A tensão entre engenharia e habilidade humana, presente há décadas na F1, está a atingir um novo patamar.
Verstappen tem sido o crítico mais duro do lift and coast, o sistema de gestão de energia que limita a performance dos carros em pista. A comparação com a Formula E reforça a sensação de afastamento da identidade histórica da F1, baseada em potência, agressividade e espetáculo.
Em suma, o pacote técnico não está a criar corridas mais emocionantes e deixa a sensação de um produto incompleto. A pausa forçada pelo conflito no Médio Oriente oferece agora uma oportunidade para a FIA ouvir os pilotos e implementar ajustes que aliviem estas críticas e, acima de tudo, promovam o espetáculo.
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