Estão de volta os rugidos dos motores nos circuitos de Formula 1. Em 2026, a sinfonia das máquinas muda um pouco de tom com a entrada em vigor do novo regulamento técnico, que vê a principal categoria de automobilismo viver a sua transformação mais radical desde a introdução da era híbrida em 2014.
A grelha também se expande para 22 carros com a entrada de uma 11ª equipa, a Cadillac. Por isso, o próprio mapa de poder dos fabricantes de motores foi redesenhado. Teremos cinco fabricantes contra os quatro da temporada passada, com a entrada em cena dos gigantes Ford e Audi. A última vez que a F1 teve a entrada de dois fabricantes na mesma época foi no ano 2000, com a BMW e a Honda.
A Mercedes será a maior fornecedora, trabalhando com quatro equipas, enquanto que a Renault diz adeus ao desporto enquanto fabricante depois de uma história de quase 50 anos que incluiu três períodos também como construtora.
A grande manchete técnica é a mais eletricidade, e menos emissões. Numa mudança de ADN, os novos motores triplicam a potência do sistema elétrico para aproximadamente 470 cavalos. O objetivo é que o carro seja movido em partes iguais por combustão e eletricidade. Com isto, a F1 cumpre a sua promessa de sustentabilidade, com todos os carros a serem agora abastecidos com combustível 100% sustentável, provando que a performance de elite pode coexistir com a responsabilidade ambiental.
Grelha de Motores para 2026:
| MOTOR | EQUIPA F1 |
| Mercedes-AMG |
Mercedes (equipa de fábrica) McLaren Williams Alpine (novidade 2026) |
| Ferrari |
Ferrari (equipa de fábrica) Haas Cadillac (novidade 2026; motor próprio até 2029) |
| Red Bull Ford |
Red Bull Racing (parceria de fábrica) Racing Bulls (equipa irmã) |
| Honda |
Aston Martin (parceria de fábrica exclusiva) |
| Audi |
Audi (equipa de fábrica ex-Sauber) |
A grelha de 2026 saúda dois nomes de peso. A Audi completa a sua aquisição dos suíços da Kick Sauber, que utilizavam motores Ferrari, e estreia-se como uma equipa de fábrica integral, produzindo o seu próprio motor. Do outro lado do Atlântico, a Ford regressa através de uma parceria estratégica com a Red Bull. A nova unidade de potência "Red Bull Ford" marca o fim da transição da equipa austríaca de cliente a fabricante independente.
A Red Bull que vinha de uma parceria com a Honda, vê os japoneses a criarem uma ligação exclusiva com a Aston Martin, que deixa para trás a sua relação com a Mercedes.
Por sua vez, os alemães continuam a ter a sua própria equipa, para além de fornecerem motores para a Williams desde 2014, mantendo também a sua parceria de sucesso com a McLaren. A Mercedes assume ainda os destinos da Alpine, com a dona Renault a tomar a decisão controversa de deixar para trás 45 anos de fabrico próprio, para passar agora a ser cliente da marca alemã num acordo até, pelo menos, 2030.
Já os italianos da Ferrari mantêm também a sua própria equipa, para além de continuarem como fornecedores da Haas, numa aposta na estabilidade por parte da equipa americana nesta nova era. Após mais de uma década e anos de negociações, há também uma nova equipa a entrar na grelha, a Cadillac, que será igualmente cliente da Ferrari. No futuro está previsto um projeto de motor próprio proveniente da empresa mãe, a General Motors, a estrear em 2028 ou 2029, tornando a equipa um fabricante completo.

Com os testes de início de época a decorrer, a grande questão nos 'paddocks' é quem melhor consegue decifrar o puzzle do novo software de recuperação de energia. Entre a tradição da Ferrari, o domínio recente da Mercedes, e a entrada ambiciosa da Audi, 2026 promete ser um campeonato imprevisível.
Podes acompanhá-lo em exclusivo na DAZN. A partir de amanhã começam os testes de Bahrain, para seguires através deste link.