Max Verstappen está a viver uma temporada 2026 para esquecer na Formula 1. O piloto da Red Bull Racing ocupa apenas o 9.º lugar no Campeonato do Mundo e tem sido um dos críticos mais vocais dos novos regulamentos.
Recentemente, o tetracampeão mundial admitiu não saber se fará sentido continuar na categoria, deixando o seu futuro em aberto. Mas até que ponto é realista uma saída antecipada da Red Bull?
O atual contrato de Verstappen foi assinado em 2022 e é válido até ao final de 2028. O salário base ronda os 60 milhões de euros por ano, a que se juntam bónus por vitórias, títulos e desempenho.
No total, o acordo poderá atingir valores entre os 200 e os 250 milhões de euros ao longo da sua duração. Mesmo assim, existem cláusulas que podem permitir uma saída antecipada.

De acordo com o The Race, Verstappen teria a possibilidade de rescindir o contrato em 2025 caso não estivesse entre os três primeiros classificados do campeonato até à pausa de verão. Apesar de um início difícil, o neerlandês conseguiu recuperar e chegou mesmo a ameaçar Lando Norris na luta pelo título.
Em 2026, o cenário é diferente. As dificuldades na adaptação do RB22 aos novos regulamentos têm penalizado o desempenho. Assim, existe uma cláusula que permite a saída se Verstappen não esteja entre os dois primeiros classificados do campeonato em qualquer fase da temporada.
Outro ponto relevante é o prazo de decisão. O piloto não é obrigado a comunicar a sua intenção antes de outubro, dispondo ainda de vários meses para avaliar a evolução do carro e o rumo da F1.
Com a atual pausa no campeonato a oferecer algum tempo para reflexão e ajustes técnicos, resta saber se o tom crítico de Verstappen se manterá e se o seu futuro continuará ligado à Red Bull.