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Quais são os novos regulamentos para a Formula 1 em 2026? Tudo o que precisas de saber sobre as novas regras da F1 em 2026

DAZN
ADERE JÁ AO DAZN MOTORES

A temporada de 2026 da F1 será repleta de novidades. Ainda é cedo para se falar de mudanças no alinhamento de pilotos, mas sabemos que haverá novos palcos, como o de Madrid, e dois dos maiores grupos automóveis vão fazer a sua estreia a tempo inteiro - o grupo VW, através da Audi, e a General Motors, com a Cadillac (para já com motores Ferrari até 2028), ainda que, de facto, a GM tenha estado na disciplina em 1991, no tempo em que detinha boa parte das acções da Lamborghini.

Regressa também a Ford, como fornecedora de motores em parceria com a Red Bull, que perde o casamento com a Honda, tendo os japoneses celebrado um acordo com a Aston Martin. E, pela primeira vez desde 1977, a Renault ficará totalmente de fora no fornecimento de motores, passando a Alpine a usar propulsores da Mercedes.

Como serão os novos regulamentos para 2026?

Concepto de coche de la Fórmula 1 de 2026FIA

Contudo será nos regulamentos que vamos assistir a enorme revolução. Nunca desde 1950 houve uma temporada onde as regras de chassis e motores mudassem ao mesmo tempo. Acontecerá em 2026! 

Nos chassis, procura-se uma F1 com monolugares mais pequenos: o comprimento dos carros será reduzido de 360 cm para 340 cm; a largura de 200 cm para 190 cm e o peso mínimo diminuirá em 32 kg, para os 768 kg. Os pneus continuam montados em jantes de 18 polegadas, mas serão mais estreitos 2,5 cm na frente e 3,0 cm no eixo posterior.

A ideia dos carros com efeito de solo, reentroduzida na F1 em 2022 após 40 anos, vai em parte ser abandonada. Os túneis Venturi terão menor dimensão, voltando em força os fundos planos, mas com extractores de maior expansão. Em princípio, os monolugares ficarão mais confortáveis de guiar, por haver menos necessidade de estarem junto ao solo.

A ideia é haver também menos ar sujo e com isso facilitar as ultrapassagens, levando mesmo ao fim do DRS. Mas continuaremos a ter asas móveis, agora até nos dois eixos e com ajustes feitos pelo piloto em tempo real. Essas asas podem permitir uma diminuição do arrasto até 55 por cento e de 30 por cento de apoio aerodinâmico quando os dois sistemas estiverem abertos.

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Os primeiros ensaios em computação CFD não foram optimistas, perdendo-se cerca de 40 por cento de carga aerodinâmica comparativamente aos atuais F1. Contudo, acrescentando algumas liberdades ao regulamento foi possível baixar essa diferença para 15 por cento, recuperando cerca de 50 pontos de apoio aerodinâmico. Alterações que baixaram para cerca de dois segundos a diferença de tempos para os carros de 2024.

Teremos novas unidades motrizes em 2026?

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Para essas marcas menos velozes, podem ter contribuído, igualmente, as novas Unidades Motrizes. Essa será a segunda mudança quase radical, mesmo mantendo a base de um motor a combustão, V6, de 1600cc. Essa terá a potência reduzida dos actuais cerca de 850 cv para apenas 530 cv, pois perderá o MGU-H que ia buscar potência aos gases de escape, mas também terá menos 30 por cento de energia fóssil para gastar (de 100 para 70 kg por hora), juntando-se ainda o uso de gasolina 100 por cento sintética (actualmente apenas 10 por cento de etanol), que irá originar uma grande guerra entre as empresas de combustíveis, em mais uma guerra sem “quartel”.

Procurando uma maior sustentabilidade da F1 (pegada Co2 zero em 2030), ganhará dimensão ao parte eléctrica, que quase triplica. O MGU-K, que gera energia cinética, poderá entregar até 470 cv “eléctricos”, contra os actuais 160 cv. Ou seja, a repartição de potência será de 55/45, sendo actualmente de 84/16.

Mais complicados de explicar serão os novos modos de motor “activos” - modos “X” e “Z” - que estarão também interligados com a aerodinâmica móvel - podendo numa velocidade até os 337 km/h oferecer potência eléctrica aumentada de 0,5 mJ, numa espécie de botão push-to-pass, usado nos Indycar.

A ideia é que as corridas sejam decididas menos pelo uso do DRS e mais pela capacidade de pilotos e equipas em garantirem uma melhor estratégia de utilização da Unidade Motriz, para além dos pneus, que continuarão a ser Pirelli.
Um senão neste regulamento: esconde uma espécie de BoP, permitindo cortar as “goelas” a uma unidade motriz que se revele melhor que as demais.

O regulamento de motores é conhecido desde 2024, mas o de chassis só viu os traços gerais definidos a partir  de 1 de Janeiro de 2025, quando as equipa passaram a estar autorizadas a desenvolver os monolugares para as regras de 2026, que se devem manter estáveis até ao final da temporada de 2030. E aí, há quem comece a fazer lobby para um regresso dos motores V10 e V12 em carros mais leves e ainda mais pequenos.