Frédéric Vasseur reconheceu aquilo que os resultados já insinuavam: ele e Lewis Hamilton “subestimaram, estupidamente” o tamanho do desafio que seria trocar a bolha Mercedes por Maranello.
O chefe da Ferrari explicou que a dupla esperou uma integração mais suave e “achou, de forma ingénua, que estaria tudo sob controlo”, mas o primeiro meio ano provou o contrário.
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Em entrevistas recentes, Vasseur foi direto: “Nós, eu e o Lewis. subestimámos a mudança de ambiente.”
O francês até usou o termo “stupidly” ao admitir que esperaram um arranque sem sobressaltos para um piloto que passou quase duas décadas no ecossistema Mercedes.
A realidade tem sido bem mais complexa, tanto na pista como nos bastidores.
O chefe da Scuderia acrescentou que pequenas diferenças operacionais, desde o timing de decisões às sensações de travagem e ao léxico técnico com engenheiros novos, têm efeito cascata no rendimento, ponto também sublinhado pela imprensa espanhola ao comparar o histórico de adaptações de outros pilotos com o de Hamilton.Vasseur, por sua vez, admitiu que o próprio Hamilton por vezes “exagera” problemas, o que pode ampliá‑los em público e dentro da equipa, ainda que o dirigente mantenha a confiança no processo e na recuperação competitiva.
A Ferrari fala em ajustes cirúrgicos já para a fase final de 2025 e assume 2026, a nova era técnica, como ponto de viragem obrigatório.
A mensagem de Vasseur é de autocrítica com pragmatismo: entender o que foi mal estimado, acelerar a integração de Hamilton no ecosistema da Scuderia e blindar processos que reduzam o intervalo para Leclerc.