A final da UEFA Champions League é talvez o maior jogo de futebol de todos. A luta pela glória europeia costuma distinguir heróis improváveis, criar novas estrelas ou transformar bons jogadores em lendas.
Mas desde 2019 que parece haver uma 'maldição' sobre aqueles que são considerados o melhor jogador dessa final. O mais recente afetado foi Désiré Doué, homem do jogo do título do PSG, que está atualmente lesionado.
Curiosamente, tudo começou após o Real Madrid quebrar outra maldição, que incidia sobre o facto de nenhum clube conseguir ser campeão europeu de forma consecutiva na era Champions.

O fim da dinastia do Real Madrid permitiu ao Liverpool conquistar a sua sexta Champions League, ao vencer os Spurs por 2-0. Virgil van Dijk foi a grande figura dos reds nessa temporada quase perfeita, cativando os fãs pela arte de defender. Contudo, mais de um ano depois, sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados que lhe fez perder uma época quase inteira.
O Bayern Munique entrou para a história como o único clube a vencer todos os jogos no caminho para a conquista da Champions League, e contou com um golo solitário de Kinsgley Coman para vencer o PSG na final. Desde aí, o extremo francês teve lesões constantes e até o seu recorde imaculado de troféus conquistados (pelo menos um por época) caiu. Atualmente joga no Al-Nassr de Cristiano Ronaldo.

Poucos acreditavam no Chelsea para vencer a Champions League em 2020/21, mas Thomas Tuchel desafiou as probabilidades num dos melhores trabalhos de meia época de sempre. Diante do Man City, N'Golo Kanté controlou por completo as operações do meio-campo, mas nas temporadas seguintes, as lesões multiplicaram-se e acabaram por levar o francês até à Arábia Saudita.
A vitória do Real Madrid sobre o Liverpool para voltar a conquistar a Champions League muito se deveu a Thibaut Courtois, intransponível na baliza. Porém, um ano depois, o belga sofreu uma rotura de ligamentos que lhe custou quase toda a temporada, ainda que tenha recuperado a tempo de disputar nova final.

Talvez o caso mais célebre desta lista, Rodri decidiu a final que garantiu a primeira 'orelhuda' do Man City e até recebeu a Bola de Ouro... lesionado. À data, por conta de uma rotura de ligamentos e várias lesões subsequentes, ainda não conseguiu reencontrar o seu melhor futebol.
Dani Carvajal provou que nenhum jogador é demasiado veterano para ser herói, marcando o golo da 15.ª Champions League do Real Madrid e 6.ª da conta pessoal. Ainda assim, não conseguiu fugir à 'maldição', com uma rotura parcial que o afastou dos relvados durante quase toda a época 2024/25. Acresce uma lesão no joelho sustida no final de outubro, e que o afastará dos relvados até 2026.
Muitos foram os destaques individuais do PSG na impressionante goleada ao Inter, mas a UEFA escolheu atribuir o prémio de homem do jogo ao jovem Désiré Doué... e com isso, uma lesão no gémeo que o incapacitou de setembro a outubro. Agora, o extremo de 20 anos está novamente ausente por uma pancada na anca. Começa a ser um cenário pouco animador, tendo em conta o histórico da maldição.