O Manchester United defronta o Manchester City este sábado, às 12h30, num dérbi da Premier League para assistir na DAZN.
Enquanto Pep Guardiola vai orientar os cityzens no jogo 565, Michael Carrick prepara-se para o seu quinto jogo no banco dos red devils. A inconsistência do United contrasta com a estabilidade do City: desde que Guardiola assumiu o comando técnico dos cityzens, os red devils já tiveram 10 treinadores!
Na temporada 2016/17, o Manchester United nomeou José Mourinho como treinador principal. O Special One carregava a expetativa de restaurar a glória de Sir Alex Ferguson. O melhor que conseguiu foi um 2.º lugar no campeonato e a conquista da Europa League, sendo demitido ao fim de duas épocas e meia.
Seguiu-se Ole Gunnar Solskjaer, que começou como interino mas acabou por ficar no banco por três temporadas. O antigo jogador conseguiu unir o grupo e terminou por duas vezes no pódio da liga, mas eventualmente sucumbiu aos maus resultados. Michael Carrick garantiu a transição.
Ralf Rangnick, que estava inativo há três anos, foi o escolhido para se sentar no banco até ao final da época, mas nada melhorou. Até que chegou uma nova onda de entusiasmo com Erik Ten Hag. Na época de estreia, apesar de afastar Cristiano Ronaldo, o técnico neerlandês atingiu o 3.º lugar da Premier League.
Em 2023/24, a equipa caiu para o 8.º lugar. Contratações falhadas e tensões no balneário levaram a uma inconsistência de resultados que se tornaria insustentável, levando à saída do treinador em outubro de 2024. Ainda assim, acrescentou uma Taça de Inglaterra e uma Taça da Liga Inglesa ao palmáres.
Após Ruud van Nisterlooy orientar a equipa, Ruben Amorim foi o escolhido para a sucessão. O técnico português concluiu uma época que ele próprio considerou "a pior da história do Manchester United" e começando a seguinte, até ser despedido em janeiro de 2025, em rotura com a direção. O mais recente interino, Darren Fletcher, completa a dezena de treinadores em Old Trafford.

No mesmo verão em que Mourinho rumou ao United, o Manchester City apostou em Pep Guardiola para construir um projeto de longo prazo. Seria o início de uma parceria de sucesso avassalador.
A época de estreia não correu de feição, com várias lesões que impediram o City de lutar pelo título, mas o que se seguiu entrou para a história: nas sete épocas seguintes, só por uma vez o clube de Manchester deixou escapar a Premier League, conquistando um tetracampeonato entre 2020/21 e 2023/24.
Com o seu futebol baseado em posse e pressão alta, Guardiola não só mudou a mentalidade da equipa como elevou o padrão técnico de toda a liga. Com jogadores como De Bruyne, David Silva e Aguero, transformou o City num coletivo temível em Inglaterra.
O grande desafio para o técnico espanhol esteve na Europa. O clube nunca tinha vencido a Champions League e colecionou campanhas frustrantes. Só em 2022/23 alcançou o tão desejado troféu, completando uma tripla histórica (Premier League, FA Cup e Champions).
Talvez por ter ganho tudo, o City relaxou na época passada e, pela primeira vez numa década, não esteve na luta pelo título inglês. Guardiola refletiu, mas optou por continuar e nesta temporada promete dar luta ao Arsenal, do seu 'discípulo' Mikel Arteta, até ao fim.
Na década em que o Manchester United seguiu o imediatismo dos resultados, o Manchester City acreditou no seu treinador e transformou-se numa referência do futebol moderno. Independentemente do que aconteça, a era Guardiola é a mais vitoriosa da história do City, enquanto o United terá de continuar a procurar um salvador.